UX e o bibliotecário: um universo de possibilidades

Na área de Biblioteconomia o usuário/cliente sempre exerceu papel relevante, compreendendo como esse usuário se comporta e suas necessidades dentro do ambiente da biblioteca ou unidade de informação, assim o bibliotecário foi desenvolvendo habilidades através do estudo de usuário para entender o perfil e como o mesmo se comporta na biblioteca ou unidade informacional.

Acredito que o UX deve fazer parte das habilidades do bibliotecário no cenário atual, a experiência do usuário dentro de uma biblioteca ou unidade informacional gera impactos no contexto de trabalho do profissional, pois uma biblioteca não existe sem o seu público, e como proporcionar experiências únicas que agreguem valor para o usuário?

Pensando nisso resolvemos trazer os conceitos de UX para a realidade dentro de uma biblioteca ou unidade informacional, conectando os usuários aos serviços e produtos ofertados pela mesma.

O que precisamos fazer? Pesquisar e planejar como oferecer boas experiências que impactem de forma prazerosa e intuitivamente a vida do nosso usuário/cliente dentro da biblioteca ou unidade informacional. O usuário, no UX, é o centro de tudo, é de fato o protagonista dentro de qualquer contexto. 

Um usuário que sinta – se parte da sua biblioteca ou unidade de informação, com certeza irá consumir mais ativamente os seus produtos e serviços. E até pode se tornar um defensor da biblioteca ou unidade informacional, esse comportamento é resultado de várias experiências positivas que os usuários possuem com os produtos e todos os processos dentro da unidade/biblioteca. Um exemplo clássico desse comportamento são os usuários/clientes da Apple, Amazon e Xiaomi.

O User Experience trabalha com foco nas emoções e experiências de pessoas (usuários), e juntamente com esse contexto, temos também o User Interface (UI), que agrega valor às experiências ao levar em consideração aspectos como arquitetura da informação, design de interação e heurísticas nas interfaces. 

UX e UI estão sempre juntos, e ambos dentro de uma biblioteca ou unidade de informação, são importantes e necessários para a interação com o usuário. 

Assim o bibliotecário poderá implementar na biblioteca ou unidade informacional a automação do seu acervo conforme a interação entre o seu usuário e a interface do sistema que irá automatizar a biblioteca, promovendo experiências únicas. 

Como trabalhar as melhores práticas de UX na biblioteca ou unidade de informação?

  • Resolver problemas, com entrevistas e observações do seu usuário isso é possível;
  • Focar nas pessoas, suas necessidades e habilidades;
  • Promover testes que permita feedbacks mais eficazes para promover a experiência do usuário.

Entender as necessidades dos usuários, para produzir sistemas mais assertivos para as bibliotecas ou unidades de informação, gerando maior satisfação nas experiências dos usuários ao navegar nas páginas da biblioteca. 

Realizamos uma enquete no instagram da @mpgedoc sobre UX e os bibliotecários, a pesquisa foi realizada na data de 06 de julho de 2020. Segue abaixo os resultados:

Na tabela acima constatamos algumas questões como: o percentual de bibliotecários que ainda desconhece o UX, total de 37%, um número considerável , mas o que mais nos chamou atenção foi o fato de 42% não imaginarem que podem trabalhar com UX. Estamos nas redes sociais , falamos sobre tecnologias, mas será que precisamos trabalhar nossos skills , nossas habilidades para realmente possamos adentrar no formato digital? Falamos tanto sonre estudos de usuários, mas não nos vemos atuando com UX, penso que se não mudarmos nosso mindset , não adianta nada fazer post no instagram, adentrar nas redes sociais, apenas levando teorias, sejamos disruptivos.

Precisamos cada vez mais da prática na nossa atuação profissional, o resultado da última pergunta nos mostra isso, 77% nunca trabalhou com UX. Sempre ressaltamos a importância de ter bibliotecários nas bibliotecas, mas convido vocês a repensarem também as suas competências e habilidades, para sermos essenciais nas bibliotecas ou unidades de informação. Acredito que menos discurso e mais prática, seja o caminho para termos mais visibilidade dentro das organizações que atuamos e nas que podemos atuar.

Existe um universo de possibilidades para o bibliotecário no UX, com uma perspectiva “fora da caixa na real”, um mindset de crescimento podemos adentrar nessa área e eu recomendo nossa oficina de User Experience da MPGED, para você que é antenado e quer se qualificar.

Autoras: Maralyza Pinheiro e Mariana Mota.